O solo de São José do Rio Preto engana. A cidade cresce sobre arenitos da Formação Adamantina, entremeados por basaltos da Formação Serra Geral. Em superfície parece maciço homogêneo. Em profundidade, a realidade é outra. Lentes de solo residual, diques de diabásio e variações bruscas de rigidez aparecem sem aviso. A tomografia sísmica de refração e reflexão resolve essa incerteza. Com fonte de impacto e geofones alinhados, mapeamos a velocidade das ondas compressionais (Vp) e cisalhantes (Vs) ao longo de seções de até 100 m. Em Rio Preto, esse dado é particularmente útil na região da Represa Municipal e nos bairros sobre a bacia do córrego Canela, onde o contato rocha-solo é irregular. Para obras que exigem escavação em rocha, complementamos a campanha com perfurações SPT que calibram os perfis sísmicos.
Mapeamos contatos litológicos com resolução vertical de 0.5 m usando tomografia de refração em arranjos de 48 canais.
Características do serviço em Sao Jose do Rio Preto

Condições geotécnicas locais em Sao Jose do Rio Preto
A NBR 15935 estabelece requisitos de aquisição e interpretação de dados sísmicos. Em São José do Rio Preto, ignorar a variabilidade geológica entre arenitos e basaltos pode levar a erros de projeto com consequências severas. Já vimos casos em que sondagens pontuais não detectaram um dique de diabásio a 8 m de profundidade, resultando em reprogramação completa da fundação e atraso de três meses. A tomografia sísmica de refração reduz esse risco porque cobre toda a seção, identificando variações laterais de rigidez que o SPT isolado não captura. Outra situação recorrente na zona norte da cidade: arenitos friáveis saturados, com Vp abaixo de 1200 m/s, que exigem verificação de escavabilidade e suporte temporário. Sem o dado sísmico, a empreiteira entra no terreno às cegas.
Nossos serviços
A campanha sísmica em Rio Preto raramente é isolada. Dependendo do tipo de obra e da geologia local, combinamos métodos para fechar o modelo geotécnico com segurança.
Tomografia de refração sísmica
Perfilagem 2D de velocidade de ondas P e S ao longo de linhas de até 115 m. Define topo rochoso, grau de fraturamento, escavabilidade e parâmetros dinâmicos para análise de resposta sísmica local.
Reflexão sísmica de alta resolução
Método indicado para investigação acima de 30 m de profundidade em Rio Preto. Utilizamos janela de amostragem curta e processamento CMP para imagear contatos geológicos e estruturas em subsuperfície com precisão vertical decimétrica.
Perguntas frequentes
Qual a profundidade máxima que a tomografia sísmica atinge no solo de São José do Rio Preto?
Depende da geologia e do comprimento do arranjo. Em refração tomográfica, com 48 geofones e espaçamento de 2 m, alcançamos entre 15 e 25 m nos arenitos da Formação Adamantina. Sobre basalto são, a profundidade útil sobe para 35-45 m porque a rocha transmite melhor a energia. Com reflexão de alta resolução e fonte de queda de peso, imageamos refletores até 200 m, desde que exista contraste de impedância acústica suficiente.
Quanto custa uma campanha de sísmica de refração em Rio Preto?
O valor de referência é de R\$100.000 para uma campanha padrão com três linhas sísmicas de 69 m cada, totalizando 207 m lineares investigados, incluindo aquisição, processamento tomográfico e relatório técnico conforme NBR 15935. Campanhas maiores ou que exijam reflexão sísmica adicional têm orçamento ajustado ao escopo.
A tomografia sísmica substitui as sondagens SPT?
Não substitui. São métodos complementares. A sísmica fornece um perfil contínuo de velocidades e identifica variações laterais; o SPT fornece índices de resistência (NSPT), classificação tátil-visual e amostras para laboratório. Em Rio Preto, recomendamos executar no mínimo uma sondagem SPT para calibrar a inversão tomográfica e transformar velocidades em parâmetros geomecânicos com maior confiança.